" Leve é o Corpo que se solta, Livre é a Alma que se entrega ao Amor.... Segue O que se ergue no Horizonte!"

- Grande Mãe, recebida por Ísis de Sírius

02 dezembro, 2013

Os Mitos e a Integração da Mulher



O mito da sereia assemelha-se muito ao mito de Lilith como integração do aspecto mais obscuro do ser Mulher.
A Luz, a Beleza, a Candura e o Amor que passamos para fora correspondem apenas à superficialidade de sermos Mulheres, do que queremos mostrar de nós ao mundo. Mas ser Mulher na totalidade transcende estes aspectos.
O nosso lado Sombra, a nossa Face Oculta - o nosso Eu Selvagem, esse é o aspecto que corresonde a quem realmente somos. Se estivermos atentas e viajarmos para dentro de nós mesmas, até às nossas profundezas (é preciso ter coragem, não é uma viagem fácil) e aceitarmos para nós os nossos aspectos mais obscuros, os abraçarmos e os integrarmos, encontramos a nossa verdadeira essência.
A Luz e a Sombra são dois aspectos de um todo... se não aceitarmos ambos permanecemos estagnadas e incompletas.
A Sereia, tal como Lilith, apresenta-se na forma de uma mulher linda e perfeita (com excepção da cauda de peixe). Tal como a deusa na forma de serpente, metade do corpo da sereia é coberto de escamas que tanto reflectem o sol como a lua... e ambas inspiram o mistério, o oculto, o enigmático.
Igualmente sedutora, a sua visão é capaz de arrancar suspiros e o seu canto tem o poder de enfeitiçar qualquer humano que se cruze no seu caminh e raptá-lo para as profundezas, para o abismo.
Bela e terrivel, serena e enfeitiçante, frágil e poderosa, apaixonante e vingativa são os aspectos que a Sereia divide com a Deusa Lilith... e a àgua dos lagos, rios ou mares em que ambas se movem, simbolizam no fundo as profundezas das Àguas da Vida, a Fonte da Criação.
Belas, terríficas e poderosas são todas as Mulheres que em dada altura das suas vidas integram em si a sua outra face e se tornam completas.

~ Isis de Sirius

Créditos de Imagem: The Gipsy Medina, de David Delamare

07 novembro, 2013

Sou uma Caminhante





Sou uma Caminhante em trilhos de ilusão
procuro o Caminho que me leva ao Coração
Umas vezes Só, outras acompanhada,
Não esmoreço nesta longa Jornada

Não procuro solucionar questões
Não anseio o Conhecimento
Sou uma Acólita ainda,
para certas respostas tenho ainda Tempo

Protagonismo ou prestigio ferem-nos a alma
Apartam-nos da nossa Integridade
provocam feridas em nós e em outros
e para sarar demoram uma Eternidade

Sou uma Caminhante, tudo o que busco é para mim mesma
Caminho com Amor e Temperança, o solo que é o corpo da minha Mãe
E o que do caminho retiro para mim é a sua Sabedoria telúrica, sacro... profunda
Mas não a possuo, é-me emprestada e posso partilhá-la com quem me quer bem.

Sou uma Acólita Caminhante... e os meus passos marcam o compasso
do ritmo, das batidas de um coração que tamborila no peito que abraço
sintonizado com o cardiaco da Grande Mãe.

- Isis de Sirius

03 novembro, 2013

:: O Regresso de Lilith ::



Gatos selvagens encontrar-se-ão com hienas ;
Cabras- demónios se unirão.
Então Lilith, repousará
e encontrará um lugar para dormir.
Isaías 34:14



Eu sou Lilith, retornada do meu exílio .

Eu sou Lilith , regressando da prisão do puro esquecimento, a grande leoa e deusa das luas gémeas. Eu reuni numa taça o que não pode ser recolhido, e eu bebo-a, pois Eu Sou a Sacerdotisa e o Templo. Não deixo uma gota para ninguém, para que eles pensem que eu tive o suficiente. Eu copulo e multiplico por mim mesma, para criar um povo só meu e, em seguida, mato os meus amantes para abrir caminho para aqueles que não me conhecem.

Eu Sou Lilith, a Mulher Floresta. Eu não conheço a esperança, mas conheço os leões e as verdadeiras bestas. Eu impregno todas as peças em mim para tecer o conto, eu reuno as  vozes no meu ventre para completar o número de escravos. Eu devoro o meu corpo para não ser acusada de ter fome e bebo a minha água, por isso não tenho sede. As minhas tranças são longas para o inverno e as minhas malas não têm tecto. Nada me sacia e nada me preenche, e eu regresso para ser a Leoa dos perdidos na Terra.

Longas são as minhas tranças.
Distante e longo...
Como um sorriso que se desvanece à chuva
Qual torpor após o prazer alcançado.
Os meus arrepios são cicatrizes de sombras, às vezes
E brilhos da lâmina, quase sempre.

Eu sou a Guardiã da Fonte, a soma dos contrastes. Beijos no meu corpo são as cicatrizes de quem tentou. Da flauta entre as coxas a minha canção ergue-se e da minha canção flui a maldição, água sobre a terra.

Eu Sou as duas luas Lilith. A mão de cada donzela, a janela de cada virgem. O anjo da queda e consciência do sono leve. Filha de Dalila, Madalena e das sete fadas. Da minha luxuria erguem-se montanhas e rios se dividem. Eu regresso para ferir o punhado de virtude com a minha água e esfrego o óleo do pecado sobre as feridas da privação .

Eu Sou a maldição das maldições do passado
A sedutora dos navios para que a tempestade não os naufrague
Os meus nomes enfeitam as vossas línguas quando sedentos 
Me seguem como o toque segue o beijo
E possuem-me como a noite no peito da sua mãe.

Eu Sou Lilith, o segredo dos dedos que insistem. Abro a estrada e revelo sonhos e pnho a nu as cidades da masculinidade para o meu dilúvio. Eu não reuno dois de cada espécie, mas torno-me neles para que as espécies se mantenham puras de qualquer virtude.

Os sonhos estão abertos para mim
Eu sou a consciência do sono leve
Eu uso e derramo o sonho
seduzo os navios para longe e não oriento a tempestade
Eu disperso o céu com a destreza de uma nuvem
Para que ninguém alcance o meu mel
Eu não tenho casa e não tenho travesseiro
Eu sou a núa
Quem dá à flor a nudez do seu significado.

Eu Sou Lilith, a taça e a guardiã
Eu vim para dizer :
Mais do que uma taça para mim
Eu vim para dizer :
O servo é cego
Eu vim para dizer :
Adão, Adão, estás ocupado com muitas questões, mas a necessidade é uma delas.

Reúne-te a mim
A necessidade é uma
Vem a mim na chuva dos teus olhos
Trespassa a tua montada no meu abismo
Esculpe as tuas características na memória das minhas palmas
E respira a tigresa que espreita num encolher de ombros.

Eu Sou Lilith, o verso da maçã. Escreveram livros sobre mim, mesmo que não me lesses. Eu sou o prazer desenfreado, a esposa rebelde o cumprimento da luxúria que traz a grande destruição. A minha camisa é uma janela para a loucura. Quem me ouve merece morrer e quem não me ouve será morto pelo arrependimento.

Eu sou a lua completa
Astreia é a minha bússola e migração para a minha casa
Ninguém bate à minha porta
Nenhuma casa leva à minha janela
E nenhuma janela existe, apenas a ilusão de uma janela.

Eu não sou o cavalo teimoso ou a montada fácil, apenas o arrepio da primeira sedução.
Não sou nem o cavalo teimoso nem a montada fácil, apenas a fusão da redenção final.

Eu sou Lilith, a mulher destino
A última dança de Salomé e o esvanecer da luz
Eu escalo a tua noite, pedra sobre pedra, sempre que o sol da ausência sangra no horizonte
Eu chego para definir um sonho sobre a mesa
Eu imiscuo-me na tua mente vagabunda
Eu arranjo espaço para a minha cabeça no teu sono .

Para as minhas chamas, eu subo as escadas da noite
E para os teus sonhos
Eu não busco a certeza, mas a obsessão
Não busco a chegada, mas o prazer de não chegar.
A tua noite é a minha escada para mim
E a minha mão por trás do imaginário.

Eu sou os dois sexos, Lilith. Eu sou o sexo desejado. Eu tomo e não sou dada. Trago de volta a Adão a sua verdade, e a Eva o peito feroz para que a lógica da criação seja apaziguada .

Eu sou a única que foi concebida sob o signo do extâse
Ela, cuja presença se ergue
Ela, cuja língua é uma colmeia
Ela, que é um bolo, devorada e mantida
Ela, que é a fome chorosa
E quem preserva Limbo.

Eu sou a arrogância dos dois seios
Brotando para crescer e rir
Para querer e ser comido
Os meus seios são salgados
Tão altos que eu não consigo alcançá-los:
Beija-os para mim.

Duas lâmpadas que vislumbram duas luzes
Brotam para que as suas travessuras possam ser perdoadas.



Eu sou Lilith, o anjo lascivo. A primeira montada de Adão, corruptora de Satanás. A sombra do sexo reprimido e o seu mais puro grito. Eu sou a donzela tímida do vulcão, a inveja, porque eu sou o mais belo sussurro do deserto. O primeiro paraíso não me suportou. Eu fui empurrada para semear o conflito na Terra, e provocar nos leitos a discussão dos meus assuntos.

A minha mão é a chave para a chama e o ardor da esperança
Os vossos corpos são lenha e minha mão é a lareira
A minha mão está desenfreada de desejo:
Com fé
Ela move montanhas.

Eu, a deusa das noites gémeas, o destino do sábio. A unidade de sono e vigília. Eu sou o poeta feto. Eu matei -me e encontrei-a. Eu volto do meu exílio para ser a noiva dos sete dias e a destruição da vida futura.

Eu sou a leoa sedutora. Eu volto para matar os prisioneiros e governar a terra.
Eu volto para consertar as costelas de Adão e livrar os homens das suas Evas.

Eu sou Lilith, retornada do meu exílio para herdar a morte da mãe, 
a quem eu dei à luz.
- Joumana Haddad

Traduzido para o inglês por Henry Matthews
Tradução livre para o português por Susana Duarte

21 setembro, 2013

DEUSA MODRON - A Grande MÃE


Modron (Grande Deusa Mãe) é uma Deusa céltica similar a Deusa grega Deméter. Etimologicamente, Modron é a "Matrona", cujo nome (Modr em galês) é o do rio Marne (rio da França), igual ao nome genérico de todas as Deusas Mãe que se observava nas estátuas da época galo-romana.

A tradição galesa fala, algumas vezes que Modron é mãe dos gêmeos Owein e Morvud, outras vezes fala de um filho único. Esse filho único não deixa de ser misterioso, pois trata-se de Mabon.
Mabon é o Deus Sol celta da profecia e está ainda, associado à caça selvagem ou à caça ritual. Igual a Deusa Perséfone, foi roubado de sua mãe com três dias de idade. Sua saga é contada na narração galesa "Kulhwch y Olwen", cuja origem é muito antiga.

Modron é também muito citada nos textos mitológicos galeses. Uma Tríada referida a "três portas benditas da Ilha da Bretanha" cita a "Owein, Morvud, e Modron. Morvud, que algumas vezes aparece como irmã de Modron, é, segundo outra Tríada, uma das mulheres mais amadas pelo rei Arthur. No entanto, sua amante é Kynon ab Klydno.

Ela é ainda, neta do Deus Belenus e filha do rei de Avalon, Avallach, onde mora com suas irmãs e cuida da terra. Associada à soberania da terra, é feiticeira e curadora, e protege as nascentes sagradas, fontes, artesãos e artistas. Seus símbolos mágicos são as crianças, as flores e frutas, e ela incorpora a força da vida e a fertilidade, bem como a maternidade e as energias criativas da natureza.

A indicação de Modron, filha de Avallach, que é o nome galês de Avalon, nos conduz estranhamente à Morgana, rainha e sacerdotisa da ilha de Avalon: não podemos nos esquecer que, segundo "Vita Merlini", Morgana conhece a arte de trocar de aspecto de seu rosto e voar através dos ares, coisa que a Deusa Modron também é capaz de fazer.

Tanto Morgana quanto Modron, têm a capacidade de transformar-se em pássaros e sempre estão acompanhadas de suas irmãs, que podem tomar o mesmo aspecto que elas. Aqui fica a dúvida se Morgana e Modron sejam o mesmo personagem.

Mabon é considerado um momento de Mistérios. É um momento para homenagear envelhecimento Divindades e do espírito do mundo. Considerado um momento de equilíbrio, que é quando parar e relaxar e desfrutar os frutos de nossas colheitas pessoais, sejam eles de labutando em nossos jardins, trabalhando em nossos postos de trabalho, elevando nossas famílias, ou apenas lidar com a agitação-bussle de todos os dias vida. Que sua Mabon ser memorável, e os vossos corações e os espíritos ser transbordando!

Fonte: Wicca a Bruxaria Morderna
Créditos de Imagem de Catherine Nordet

14 setembro, 2013

Sabedoria Matriz

"E então vi-A pela primeira vez!
Não como eu julgara que ela pudesse ser...
A sua forma era franzina, de baixa estatura, mãos magras de longos dedos... cabelo liso e muito comprido, negro... assim como os seus olhos que mais pareciam dois espelhos.
Espelhos esses que me chamavam... que invocavam a minha Alma, para que eu pudesse ver. Não com a visão dos meus olhos físicos, mas com a do Espírito.
- Dá-me as tuas mãos, minha Filha - disse Ela - e vê!
Entreguei-lhe as minhas mãos prontamente sem pestanejar. E quando ambas olhámos nos olhos uma da outra, quando unimos as nossas mentes, senti o meu Espírito ser catapultado para fora do meu corpo... para o Grande Vazio Universal.
Rodopiando num túnel de luz azul e dourada, olhei em volta e tudo ficou estático... e naquele espaço supra-físico foi-me dada a Sabedoria Matrix que me criou.
E foi então que A vi na sua verdadeira forma... numa forma de Luz, como um fogo fátuo gigantesco rubi e dourado.
A conexão que se fez foi avassaladora... tão forte, só possivel entre Almas Afins que partilham do mesmo Propósito."

- em Viagens da minha Alma, de Susana Duarte
Copyright ©2013

07 setembro, 2013

Visões...

A Visão mais poderosa de todas
é a que surge sem ser convocada
Onde nem bola de cristal, espelho de bronze
ou taça de prata com água de uma nascente sagrada,
têm lugar.

A Visão mais poderosa de todas
não surge no silêncio da noite,
nem necessita de invocações
nem do auxílio de entidades ou elementais.

Ela surge como um relampâgo.
Em qualquer lugar, a qualquer hora do dia ou da noite,
quando menos esperamos.
Tem o poder de congelar tudo à nossa volta
e nos fazer arquejar de re-conhecimento.

Ela surge sempre que
a  Alma decide intervir directamente
na nossa inércia diária, na aceitação frágil
de quando nos desvalorizamos.

É a Visão que vem de dentro...
que nos avassala por inteiro
e nos obriga a encarar as nossas sombras.
Os pedaços de Alma que nos fragilizaram,
e que enterrámos bem no fundo do no nosso ser.

É a Voz que nos grita das profundezas
das nossas próprias células da memória,
que atravessa a linha do Tempo e do Espaço
para nos fazer recordar
do nosso Poder Pessoal,
da nossa sabedoria interna,
fundamentada e aperfeiçoada
através dos Tempos e dos erros do Passado.

É o rosto que não queremos ver
A Luz imensa do nosso Ser,
que julgamos ser sempre mérito de outrém
e nunca nosso.
Que nos encara de frente,
cujo olhar penetra no nosso coração
reconectando-nos á Fonte, dando-nos esperança.

A Visão mais poderosa de Todas
surge quando estamos prontos a mergulhar
no nosso abismo interior,
para apanharmos os nossos pedaços caídos
ocultos pela bruma das emoções.

A Visão mais poderosa de Todas
lava-nos o Espírito
E abençoa-nos com a reconexão de Quem Somos
E guia-nos na nossa Jornada de regresso a Casa.

- Isis de Sirius

04 agosto, 2013

Caminhar

Saber caminhar é saber seguir o Coração.
Aceitar que a nossa própria Jornada é feita de ciclos, e que onde acaba um, outro começa.
Aceitar a mudança de Consciência que daí advém... todas as experiências enriquecem a nossa Alma, o nosso Ser Interno...
Sem arrependimentos, olhar para trás e compreender que tudo é aprendizagem e experiência.
Sem desilusões, porque as pessoas entram e saiem das nossas vidas, mesmo as que mais amamos, conforme o Grande Plano... ninguém fica para sempre, mas podemos guardar no coração um bocadinho de cada um que foi importante para nós.
Saber caminhar com Coragem, porque muitos são os testes... e o mais importante não é saber se passámos, mas sim como lidámos com eles.
Saber caminhar em equilibrio... um pé a seguir ao outro, serpenteando pela Estrada da Vida, aceitando que Luz e Sombra são duas faces de uma única moeda que é nossa.
Saber caminhar com visão, com intuição, seguindo o nosso próprio caminho... não seguir ninguém, não seguir pegadas...
Não sei ainda onde os meus passos me levam... a estrada só me mostra o que é visivél até à próxima encruzilhada, conforme o meu merecimento. Mas sei como quero continuar a caminhar... com entendimento, razão e fé, com amor e compaixão, com confiança, mas sobretudo e mais importante... com Integridade e Humildade, porque o que levamos conosco quando chegar o momento da Grande Viagem, é a nossa esseência e experiência... E eu vou querer olhar para trás e sorrir, sabendo que por onde quer que tenha caminhado, por estradas estreitas ou amplas, por caminhos sinuosos ou vales fertéis, por lodaçais ou montanhas, de dia ou de noite, saberei que percorri a Grande Estrada da Vida, seguindo o meu Coração... e que fui fiel a mim mesma e mantive a minha integridade.
Sem Integridade, não se integra o Divino.

~ Isis de Sirius

30 junho, 2013

Considera...

Considera as tuas mãos como a minha ferramenta para agir no seio da Humanidade.
Considera o teu Ventre, como o meu portal para a trazer á Luz.
Considera os teus olhos, como a minha Visão no Mundo e a tua boca para que Eu o possa abençoar.
Considera a tua Vontade, como a minha Força Férrea... a mesma que atribuí a todas as Mulheres.
E o teu Coração... como o meu próprio Coração.
Usa-o para amares simples e incondicionalmente!

Considera a tua Alma... e a das tuas Irmãs, como partes da minha Essência.
É através dela, que estou presente no Mundo e é através das Mulheres que o posso sanar.

~Grande Mãe Isis, por Isis de Sirius


15 junho, 2013

As mulheres falam demais...

por Mirella Faur

Fazendo uma retrospectiva histórica e mitológica do papel da mulher ao longo dos tempos, constatamos seu papel milenar como mediadora entre os planos divino e humano. Desde os primórdios da humanidade, coube às mulheres a responsabilidade de perceber os avisos, os sinais e as manifestações sobrenaturais e transmiti-los à comunidade. Durante os 35 mil anos em que Deus foi mulher, as mulheres – as representantes da Deusa na Terra - foram respeitadas por seu poder de conceber e nutrir a vida e por sua profunda conexão com os planos sutis.

As mulheres eram regidas pela Lua e a ela estavam conectadas por meio de seus ciclos menstruais. Considerada uma representação da Deusa, a Lua era honrada pelas mulheres por meio de reuniões, em sua fase menstrual, nas quais se dedicavam à introspecção, ao silêncio, à cura e à conexão com o divino. Esse retiro visava não somente a renovação e o fortalecimento pessoal, mas era também uma oportunidade de trabalhar em benefício da comunidade.



A percepção sutil intrínseca à natureza feminina tornava-se muito mais ampla e aguçada durante a menstruação, permitindo às mulheres atravessarem mais facilmente os véus que separam os mundos. Ao retornarem de seu isolamento, as mulheres traziam mensagens e orientações dos ancestrais, dos seres da natureza e da Deusa, sendo assim reconhecidas e honradas como porta-vozes do além.

Nas culturas matriarcais do período neolítico, a mulher continuava desempenhando sua função de intermediária entre o sagrado e o profano, fosse como sacerdotisa, profetisa ou visionária. Ao visitar lugares sagrados em Malta, Sicília, Creta e Grécia, pude comprovar in loco a existência de inúmeras câmaras oraculares, de nichos para sonhos incubatórios e de janelas especiais nas paredes dos inúmeros templos, onde a comunidade ia para ouvir a voz da Deusa manifestada em suas sacerdotisas.

Localizado na Grécia, em Delphi, o mais famoso oráculo do mundo antigo era dedicado a Python, a grande serpente sagrada, filha partenogênica da Terra que personificava o espírito profético de Gaia. Lá, após rigorosas purificações e preparações, as sacerdotisas oraculares – chamadas pitonisas – entravam em transe e transmitiam as mensagens para todos aqueles que as procuravam. Mesmo após a usurpação do templo pelos sacerdotes de Apollo, o oráculo continuou sendo atributo das sacerdotisas, pois Python transmitia seus segredos apenas às mulheres.

Com o advento das sociedades patriarcais, as mulheres perderam seus direitos, sendo dominadas, subjugadas e silenciadas. No Império Romano, as mulheres ainda desempenhavam funções sacerdotais, mas foram excluídas da vida social, não tendo permissão para estudar ou para falar em público. A educação era reservada apenas às cortesãs, para que pudessem entreter os homens com sua erudição. O cristianismo, por meio de seus dogmas, proscrições e proibições, marginalizou e aniquilou definitivamente os valores femininos, excluindo as mulheres do sacerdócio, relegando-as às funções procriadoras e ao serviço do lar, da família e da comunidade.

Por não ter sido criada à imagem e semelhança de Deus (mas da costela do homem), por ter tentado comer da Árvore do Conhecimento e por ter sido castigada com a expulsão do Paraíso, a mulher tornou-se a origem de todos os males infligidos à humanidade, a fonte do pecado, do mal e da luxúria. A conseqüência foi sua total desconsideração, passando a ser julgada incapaz de pensar e proibida de falar. A repressão religiosa, familiar e social colocou vendas nos olhos e mordaças na boca das mulheres, que, outrora, representavam a origem da vida e a fonte da sabedoria.

Após os horrores da Inquisição, as mulheres levaram ainda alguns séculos para emergir da escuridão, até que, no início do século passado, conseguiram recuperar o direito de falar, trabalhar e votar. O século XX pode ser considerado a retificação dos dezenove séculos de opressão e silêncio forçado, facilitando a compreensão do movimento feminista como um pêndulo oscilando entre dois extremos.



Ávidas por expressão, as mulheres foram à luta na tentativa de recuperar o tempo perdido. Hoje ninguém mais duvida de sua capacidade, seja na área social, política, econômica ou científica, seja na área literária, artística, terapêutica ou mística. Pagando o alto preço da jornada dupla ou tripla de trabalho, a mulher saiu do anonimato e está conquistando um lugar ao sol, competindo de igual para igual com os homens. E é neste ponto que o pêndulo perde seu equilíbrio: as mulheres, ao assumir características que não são intrínsecas à sua natureza - imitando o comportamento e apropriando-se dos valores ou do linguajar masculino – exageram sua auto-afirmação e querem ser ouvidas a qualquer custo.

Talvez por isso a mulher fale demais, esquecendo-se que somente no silêncio pode ser ouvida sua voz interior; que sua força não vem da agressividade ou da combatividade, mas sim da compreensão, da sensibilidade, da criatividade, da ponderação e da sabedoria. Por mais que o mundo exterior a solicite, pressione ou agrida, a mulher moderna precisa relembrar como se proteger e como se fortalecer, buscando dentro de si seu verdadeiro eu, ouvindo sua sabedoria inata e expressando, com convicção e competência, seu potencial de maga: saber, querer, ousar... e calar.

08 junho, 2013

Acordem Crianças do Arco-Íris

Eu estava lá...
Eu presenciei o nascimento e a evolução da 4ª Raça!
Assisti ao nascimento da mente e do ego na Alma dos homens e vi quando arrancaram do ventre da Mãe Terra, os seus filhos mais preciosos... todos nós sentimos a sua dor. As gemas que sustentavam todo o seu corpo e que os filhos atlantes usaram para fins egoístas... implantaram a tecnologia e deram-lhe um poder sem limites com estes cristais, na vã tentativa de manipularem os poderes dos "Filhos do Ovo"- "Nós"... os da 3ªRaça.
Poderes esses que nunca entregámos, Sabedoria Sagrada que sempre escondemos no Coração da Terra, longe da ganãncia desta nova geração.
E os que de nós sobreviveram, implantaram uma nova Lemúria no coração da Terra, a que mais tarde foi chamado de Agartha... e lá permanecemos até hoje.
Vimos o fim da 4ªRaça e o surgimento de uma 5ª... menos poderosa, mas tão ávida de poder... e eis que agora vislumbramos as sombras de algo novo, uma Criança ainda no Horizonte que vai tomando forma e que vem para resgatar toda uma Humanidade, a 6ª Raça Raíz que juntará todos os Filhos da Terra e das Estrelas, cujos corações puros firmarão arco-íris no Horizonte.

E eu, uma Filha do Ovo, da Grande Serpente... aguardo o momento oportuno, para semear uma nova esperança nos seus corações.

Os meus murmurios são levados pelo vento... e a minha voz ecoa na noite, e eu vos digo:
- Acordem Crianças do Arco Íris e devolvam os Cristais à Terra! Restabeleçam o equilíbrio da Criação... dêem as mãos e quebrem a malha da Ilusão!

- Z, por Isis de Sirius
(Susana Duarte em Viagens da minha Alma, © Copyright 2012- direitos reservados)
Direitos de Imagem: Carlos Ortega Elizalde 2012




Lembro-me de como tudo começou... quando os meus ancestrais cruzaram os céus e colonizaram esta Terra. Quando construiram a primeira estátua em honra de Khiet-Sin para que jamais esquecêssemos a nossa origem. A nossa casta era Azul, tal como a nossa Estrela.
Mas sacrifícios tiveram que ser feitos para que sobrevivêssemos num planeta que não era o nosso, em que os que o habitavam antes de nós eram hostis.... mas haviam outros, os Filhos do Ovo. Ricos em Sabedoria Antiga e que se juntaram a nós.
Sacrifícios foram feitos... para que as castas fossem esquecidas. Para que o sangue de ambos os nossos povos se diluísse num só... para pôr fim ás disputas pelo poder.
Foram tempos conturbados, em que se vivia e morria pela Terra... e em que me deixei ficar por amor aos que me eram queridos e preciosos.
Fui-me deixando ficar, até que a Barreira de Frequência se assentou, não nos deixando ver para fora...
Sirius passou a ser apenas mais uma estrela brilhante no céu nocturno.
Mas de vez em quando o Coração bate mais forte e abana a Alma, acordando para a re-conexão.
No fim dos Tempos é chegada a hora de uma nova casta emergir... uma nova raça, enraízada na Terra, mas com a cabeça nas estrelas.
E nestes tempos que são o Momento Presente... a minha estrela pulsa brilhante e azul, como o piso do Templo da Atlântida.
A ponte ergue-se... só falta atravessá-la.

Isis de Sirius
em Viagens da minha Alma, de Susana Duarte
Copyright ©2013

crédito de imagem: desconhecido

07 junho, 2013

Eu Sou

Eu Sou a Espiral que deu a Origem ao Mundo.
Eu Sou a mão que lhe deu a forma,
Eu Sou a Fonte da Vida, o barro com que se criaram todas as coisas.
Eu Sou o Mar, sou os rios, sou os lagos, sou as águas profundas de onde brotam todas as Almas... e para onde retornam para se purificarem...
Eu Sou as raízes nodosas, de todas as árvores... sou a Sabedoria da Eternidade!
Eu Sou a Terra, sou a Floresta Virgem... sou a Selva transbordante de Vida... sou a areia do Deserto... onde a serpente se aquece e se refugia.

Eu Sou o Útero que acolhe todos os homens...
Sou o sangue que regenera a Humanidade.

Eu Sou o Impulso Transformador, aquela que te desperta...
Sou a onda de calor que nasce no ãmago de Ti mesma, que te esventra, que te avassala, que te preenche.
Sou a vertigem, que te desorienta para Te encontrares...
Eu Sou a Voz que te sibila ao ouvido... todos os segredos que Tu já esqueceste
Sou a Visão que não queres ver, sou a outra face de Ti mesma!
Olha-me de frente se tens coragem... Eu Sou a Naja da Tua Vontade!

- Lilith por Isis de Sirius (Fev, 2012)


#EuSou

Absorta desta realidade fingida
Alheia às hostes da Ilusão,
Percorro o Caminho da Vida,
Os meus pés calcam o chão
E atraio a mim a Luz Divina e fluida
Enquanto os meus dedos alcançam o Céu,
E tecem fios... fios de uma Magia muito Antiga,
que ancoro do núcleo de Miguel Áton...
Iluminando-me como uma Jóia polida;
Ampliando a minha Consciência desde a Era de Mú...
Energia Atlante, ressonante... transcendida.

Toco o meu Coração, o Centro de Mim Mesma... é brilhante e Azul!

OM Miguel Áton... OM Rá! ♥♥♥

~Isis de Sirius

Onde o Caminho me leva... depende apenas da minha Vontade! 

Não sigo mestres nem gurus, sejam homens ou mulheres. Mas tenho imenso prazer e sinto uma grande alegria quando almas fortes, determinadas e humildes permitem que eu caminhe a seu lado. 

Sinto de certa forma, muita piedade de quem julga alguém pelo seu caminho. Falta-lhes INTEGRIDADE, para discernirem por si próprias, falta-lhes o Tacto e o AMOR com que a Deusa se manifesta.

O Caminho da Serpente... serpenteia directamente para o Coração... e se ele não se mantiver ÍNTEGRO, ele bloqueia. Tal como a Kundalini bloqueia perante uma ferida interna ou uma cisão e fica aprisionada, não conseguindo manifestar-se no corpo físico nem ao nível da Alma.

Quanto á integração de LILITH, da deusa em nós... que seja conforme a SUA VONTADE, se assim houver merecimento.

Eu percorro a minha Estrada Vermelha, a do Coração... e levo comigo uma única certeza - SEM INTEGRIDADE, NÃO SE INTEGRA O DIVINO.

Isis de Sirius

11 maio, 2013

Os segredos do DENTE-DE-LEÃO



DENTE-DE-LEÃO É O NOME VULGAR DE UMA PLANTA MEDICINAL TARAXACUM OFFICINALE, TAMBÉM CONHECIDA COMO AMOR-DE-HOMEM, AMARGOSA, ALFACE-DE-CÃO OU SALADA-DE-TOUPEIRA.



COMPOSIÇÃO E PROPRIEDADES


OS COMPONENTES ATIVOS, CONHECIDOS ATÉ AGORA, SÃO: 0,5% DE TARAXINA (UM ELEMENTO AMARGO), 40 % DE INULINA, VITAMINA D, COLINA, ÁCIDO POXIFENILACÉTICO, ÁCIDO DIOXINÂMICO, ÁCIDO TARTÁRICO, GORDURA, CERA E NA RAIZ, UM ÓLEO ESSENCIAL.

AS NUMEROSAS MATÉRIAS ATIVAS QUE PELO SEU EFEITO SE COMPLEMENTAM E COMPLETAM PROVOCAM:


1. UM ESTÍMULO DA MUSCULATURA DAS VIAS GASTRINTESTINAIS E DAS GLÂNDULAS SALIVARES, GÁSTRICAS, INTESTINAIS, PÂNCREAS E FÍGADO. PRODUZ-SE ASSIM MAIOR SECREÇÃO DE SALIVA, BÍLIS E SUCO GÁSTRICO, PANCREÁTICO E INTESTINAL. O IMPORTANTE É CONSEGUIR ASSIM UM MELHOR FUNCIONAMENTO DO FÍGADO E DA VESÍCULA.


2. UMA EXCITAÇÃO DAS GLÂNDULAS DAS VIAS RESPIRATÓRIAS, FACILITANDO A EXPECTORAÇÃO DE ESCARROS.


3. UMA EXCITAÇÃO DOS RINS, QUE EXPULSAM MAIOR QUANTIDADE DE LÍQUIDO, PRODUZINDO UMA DESCIDA DA PRESSÃO ARTERIAL, QUANDO O CONSUMO É PROLONGADO.


INDICAÇÕES:

AS NUMEROSAS MATÉRIAS ATIVAS QUE PELO SEU EFEITO SE COMPLEMENTAM E COMPLETAM PROVOCAM:


1. UM ESTÍMULO DA MUSCULATURA DAS VIAS GASTRINTESTINAIS E DAS GLÂNDULAS SALIVARES, GÁSTRICAS, INTESTINAIS, PÂNCREAS E FÍGADO. PRODUZ-SE ASSIM MAIOR SECREÇÃO DE SALIVA, BÍLIS E SUCO GÁSTRICO, PANCREÁTICO E INTESTINAL. O IMPORTANTE É CONSEGUIR ASSIM UM MELHOR FUNCIONAMENTO DO FÍGADO E DA VESÍCULA.

2. UMA EXCITAÇÃO DAS GLÂNDULAS DAS VIAS RESPIRATÓRIAS, FACILITANDO A EXPECTORAÇÃO DE ESCARROS.

3. UMA EXCITAÇÃO DOS RINS, QUE EXPULSAM MAIOR QUANTIDADE DE LÍQUIDO, PRODUZINDO UMA DESCIDA DA PRESSÃO ARTERIAL, QUANDO O CONSUMO É PROLONGADO.


INDICAÇÕES:

Raíz:




  • LEUCEMIA

  • ANEMIA

  • TUMOR DE MAMA

  • DIABETES

  • INFECÇÕES

  • DEPRESSÃO

  • ARTRITE

  • OSTEOARTRITE

  • GOTA

  • ECZEMA

  • PSORÍASE

  • REUMATISMO

  • CONSTIPAÇÃO

  • FLATULÊNCIA

  • ACNE

  • PURIFICADOR DO SANGUE

  • NIVELAR O FÍGADO

  • NIVELAR OS RINS

  • NIVELAR A VESÍCULA BILEAR

  • DIURÉTICO

  • LAXANTE

  • FACILITAR A DIGESTÃO

  • ESTIMULAR O APETITE

  • IMPULSIONAR A IMUNIDADE

  • ANTIOXIDANTE




Folhas:

  • HIPERTENSÃO

  • DEFICIÊNCIA CARDÍACA

  • COLESTEROL ALTO

  • OBESIDADE

  • PERDA DE MEMÓRIA RELACIONADA COM A IDADE

  • MENOPAUSA


O EXTRATO DE RAIZ DE DENTE DE LEÃO É ÚNICO; E É UMA DAS ÚNICAS COISAS ENCONTRADAS PARA AJUDAR NA CURA DA LEUCEMIA MIELOMONOCÍTICA CRÔNICA E É EFICAZ NO TRATAMENTO DE TUMORES DE MAMA.

ELA DESINTOXICA OS ÓRGÃOS VITAIS. POR CAUSA DE SUAS HABILIDADES DIURÉTICAS, A RAIZ DE DENTE-DE-LEÃO É BENÉFICA PARA NIVELAR PARA FORA O FÍGADO, RINS E VESÍCULA BILIAR. FUNCIONA MUITO BEM PARA PURIFICAR O SANGUE E LIMPAR O SISTEMA. ISTO TAMBÉM FAZ COM QUE SEJA UMA BOA ERVA PARA COMBATER AS INFECÇÕES. É USADA TAMBÉM NO TRATAMENTO CONTRA A ARTRITE, OSTEOARTRITE, GOTA E REUMATISMO.

O CHÁ DE DENTE-DE LEÃO NÃO SÓ É MUITO POTENTE PARA PREVINIR CONTRA DOENÇAS COMO TAMBÉM PARA CURÁ-LAS. ELE AJUDA A IMPULSIONAR A IMUNIDADE E PREVINE CONTRA DOENÇA CARDÍACA E PERDA DE MEMÓRIA RELACIONADA COM A IDADE.

DEVIDO AO ALTO TEOR DE FERRO, A RAIZ DE DENTE-DE-LEÃO É UTILIZADA NO TRATAENTO CONTRA A ANEMIA, POIS A ERVA É BENÉFICA PARA A CONSTRUÇÃO DE GLÓBULOS VERMELHOS DO SANGUE.

A RAIZ DE DENTE-DE-LEÃO TEM DEMONSTRADO QUE ABAIXA O NÍVEL DE AÇÚCAR NO SANGUE EM PACIENTES. NA EUROPA, ELA É USADO PARA TRATAR DIABETES TIPO 1 E 2.

A ERVA FAZ BEM AO SISTEMA DIGESTIVO. SEU CHÁ É BENÉFICO PARA ALIVIAR A CONSTIPAÇÃO, FLATULÊNCIA E PROPORCIONAR UMA SENSAÇÃO DE PLENITUDE.


A RAIZ DE DENTE-DE-LEÃO É UM DIURÉTICO NATURAL. QUANDO COMBINADO COM O SEU CONTEÚDO ELEVADO DE POTÁSSIO, É UM TRATAMENTO EFICAZ PARA BAIXAR A PRESSÃO SANGUÍNEA.


O CHÁ DESTA ERVA AJUDA A REDUZIR O COLESTEROL ELEVADO.
ESTA ERVA TEM UM ALTO VALOR NUTRICIONAL. ELA CONTÉM VITAMINAS A, COMPLEXO B, C E D, BEM COMO OS MINERAIS ZINCO, FERRO E POTÁSSIO. ESTA COMBINAÇÃO DE VITAMINAS E MINERAIS TAMBÉM FAZ DA RAIZ DE DENTE-DE-LEÃO UM ALIMENTO ANTIOXIDANTE.


DEVIDO À ELEVADA QUANTIDADE DE VITAMINA DO COMPLEXO B, A RAIZ DE DENTE-DE-LEÃO AJUDA A ESTABILIZAR O HUMOR E TRATAR A DEPRESSÃO.

ESTA RAIZ TAMBÉM É USADA PARA TRATAR DOENÇAS DE PELE, COMO ECZEMA, ACNE E PSORÍASE.
É MUITO BENÉFICA PARA AS MULHERES NA MENOPAUSA.
A RAIZ DE DENTE-DE-LEÃO TAMBÉM É UM LAXANTE SUAVE E É USADO PARA AJUDAR A REGULAR O INTESTINO.
O CHÁ COMPOSTO DE FOLHAS E/OU RAÍZES AJUDA A CONTROLAR E ATÉ PERDER PESO.


EMPREGO COMO PLANTA MEDICINAL
A) DOENÇAS HEPÁTICAS, VESICULARES, ICTERÍCIA, HEMORRÓIDAS, CATARROS DO ESTÔMAGO E DOS INTESTINOS, FLATULÊNCIAS E LOMBRIGAS.
B) PARA DEPURAÇÃO DO SANGUE.
C) PARA RECONSTITUINTE NAS SECREÇÕES BRONQUIAIS CRÔNICAS.
D) PARA OS TRANSTORNOS CIRCULATÓRIOS E RENAIS, SOBRETUDO RELACIONADOS COM A HIPERTENSÃO.
O EFEITO PRINCIPAL É EXERCIDO INDUBITÁVELMENTE SOBRE O FÍGADO E A VESÍCULA E ATRAVÉS DELES SOBRE O METABOLISMO NA SUA TOTALIDADE. POR MEIO DESTES EFEITOS METABÓLICOS GERAIS OBTÊM-SE TAMBÉM RESULTADOS BENÉFICOS NOS CASOS DE GOTA, REUMATISMO, OBESIDADE, ESCLEROSE, DOENÇAS DO SANGUE E TAMBÉM, ÀS VEZES, DA DIABETES.
O MELHOR NESTES CASOS É EMPREGAR SUMO FRESCO OBTIDO POR PRESSÃO DAS FOLHAS E DAS RAÍZES, TOMANDO TRÊS VEZES AO DIA UMA COLHER DE SOPA DURANTE UM PERÍODO DE TRÊS A SEIS SEMANAS.
SE NO INVERNO SE OBTIVEREM FOLHAS E RAÍZES SECAS, MISTURAM-SE ESTAS EM PARTES IGUAIS E PREPARA-SE UMA INFUSÃO COM UMA COLHERADA DA MISTURA NUM COPO DE ÁGUA, BEBENDO UM COPO VÁRIAS VEZES POR DIA. 


EMPREGO COMO CHÁ


JUNTE 2 COLHERES DE SOPA DE RAÍZES OU DE FOLHAS PICADAS NUM 1 LITRO DE ÁGUA.

FERVA DURANTE 3 MINUTOS.

TAMPE E ESPERE ESFRIAR.

COE E TOME AO LONGO DO DIA.

EMPREGO COMO SALADA


AS FOLHAS DO DENTE-DE-LEÃO CONSTITUEM UMA EXCELENTE SALADA PELO SEU EFEITO ESTIMULANTE SOBRE O APETITE. QUEM SE HABITUA A CONSUMIR VÁRIAS VEZES POR SEMANA SALADA DE DENTE-DE-LEÃO OU DE QUALQUER VERDURA SILVESTRE MISTURADA, NÃO ESPERA COM INTERESSE O APARECIMENTO DA ALFACE, POIS ESTA PARECER-LHE-Á INSÍPIDA COMPARADA COM AQUELA. CONTINUARÁ, PORTANTO, COM A SALADA DOS DENTES-DE-LEÃO, ATÉ QUE BROTEM AS FLORES E O SABOR SE TORNE MAIS FORTE E AMARGO.

O EMPREGO DO DENTE-DE-LEÃO NA FORMA DE SUCO FRESCO E DE SALADA É MUITO RECOMENDADO PARA A LIMPEZA DO ORGANISMO E DEVE SER VULGARIZADO.

QUANDO SE ENTERRAM AS RAÍZES EM AREIA DURANTE O OUTONO E SE MANTÉM UM POUCO ÚMIDAS, HAVERÁ NA PRIMAVERA UMA SALADA UM POUCO PÁLIDA, MAS DE SABOR AGRADÁVEL SERVINDO TAMBÉM ESTAS FOLHAS PARA CONDIMENTO DE SALADA DE BATATAS.

NO OUTONO, DESENTERRAM-SE AS RAÍZES, CORTAM-SE EM PEQUENAS RODELAS E PREPARAM-SE COM SALADA DE ALHOS-PORROS. PRODUZ UM GRANDE EFEITO DIURÉTICO.

AS RAÍZES PODEM APROVEITAR-SE TAMBÉM PARA SOPAS E OUTROS PREPARADOS DE VERDURAS.

OBTÉM-SE UM SUBSTITUTO DO CAFÉ, CORTANDO EM CUBOS E TORRANDO AS RAÍZES SECAS. A INFUSÃO NÃO É DESAGRADÁVEL.



EFEITOS COLATERAIS

HÁ MUITO POUCOS EFEITOS COLATERAIS LIGADOS AO USO DE RAIZ DE DENTE-DE-LEÃO. REAÇÕES ALÉRGICAS A ERVA FORAM RELATADOS. AS PESSOAS QUE TOMAM PRESCRIÇÃO LÍTIO, UM DIURÉTICO, MEDICAÇÃO PARA PRESSÃO ARTERIAL OU MEDICAMENTOS PARA REDUZIR O AÇÚCAR NO SANGUE NÃO DEVEM TOMAR A RAIZ DE DENTE-DE-LEÃO. GESTANTES OU LACTANTES DEVEM CONSULTAR SEU MÉDICO ANTES DE TOMAR ESTA ERVA.






fonte: canaldescubra.wordpress.com

14 abril, 2013

A Sereia de Zennor


A vila de Zennor fica na Cornualha. Em tempos passados, o mar era a principal fonte de renda dessa cidade. As horas eram contadas pelo fluxo da maré. Muitos pescadores acabavam perdidos em tempestades no mar. Quando a pesca era farta, eles iam agradecer na igreja local. Eles rezavam para ter sorte no dia seguinte também.
Entre eles, havia um rapaz chamado Mathew Trewella. Ele era muito belo e tinha uma voz doce e melodiosa.

Uma noite, muito cedo ainda, quando todos os barcos de pesca estavam ancorados, as famílias estavam na igreja e as aves em seus ninhos, e até mesmo as próprias ondas repousavam calmamente nas praias, alguma coisa apareceu calmamente à luz do crepúsculo.
Das ondas surgiu um som, e abaixo delas, apareceu uma criatura, que subiu numa pedra, na enseada de Zennor.

Ela parecia ser uma bela moça mas no lugar de pernas tinha uma longa cauda prateada.
Era uma sereia, uma das filhas de Llyr, rei do oceano, e seu nome era Morveren.

Morveren sentou-se sobre a rocha e debruçou-se na água calma e, em seguida, tirou todos os pequenos caranguejos e conchas de seus longos cabelos.

Enquanto ela penteava os cabelos, ouvia o murmúrio das ondas e do vento e carregadas pelo vento vinha a canção de Mathew.


“Que canção é esta que a brisa está trazendo?” perguntou Morveren.


Mas quando o ventou morreu a canção desapareceu.

Então Morveren deslizou de volta para o mar, porque já era noite.
Na outra noite ela veio novamente, mas desta vez ela nadou mais próxima à costa para melhor ouvir. E mais uma vez a ela ouviu a voz da Mathew trazida para o mar.


“Que pássaro canta tão docemente?” perguntou.


Mas as trevas haviam chegado, e os seus olhos viam apenas sombras.
No dia seguinte Morveren chegou mesmo mais cedo, e foi mais ousada. Ela lançou-se diretamente até aos barcos de pescadores. E quando ela ouviu a voz do Mathew, ela chamou
 :

“Que maestro é esse que conduz essa música?”


Não houve qualquer resposta, salvo o barulho das ondas sobre os recifes.

Morveren decidiu saber mais sobre aquela canção. Ela tentou se aproximar e pôde ver a igreja e ouvir a música a partir das sua portas abertas. Mas toda a vez que a maré baixava ela tinha que voltar, senão ela ficaria encalhada. Ela decidiu mergulhar sob as ondas, até a caverna escura onde ela vivia com seu pai, o rei. E aí ela falou com Llyr o que ela tinha ouvido.

Llyr era tão velho que parecia ser esculpido no rochedo, seus cabelos emaranhados eram verdes como algas. Ao ouvir as palavras dela, ele balançou a cabeça.

“Ouvir é suficiente, minha criança. Ver seria demasiado.”

“Eu preciso ir, pai”, ela implorou, “esta música é mágica”.

“O quê?!”, Ele respondeu: “A música é feita pelos humanos. Nós do povo do mar não caminhamos sobre a terra dos homens.”


Uma lágrima, maior do que uma pérola, caiu dos olhos de Morveren.


“Então, certamente eu morrerei”.

Llyr suspirou, e seu suspiro estrondava como ondas gigantes sobre as rochas; uma sereia chorando era uma coisa rara e isso incomodou o velho rei do mar.

“Vai então”, disse ele, finalmente, “mas vai com cuidado. Cobre a tua cauda com um vestido, como fazem as humanas . Vai calmamente, com a certeza que ninguém te verá. Retorna com a maré alta, ou nunca mais conseguirás voltar para nós.”


“Vou tomar cuidado, pai!” - chorou Morveren, animada.

Llyr deu-lhe um lindo vestido com pérolas, jades, corais do mar e outras jóias oceânicas.
Cobriu sua cauda e seu cabelo brilhante com uma rede, e foi disfarçada para a igreja.Mas escamas e caudas de peixes não sãoforam feitas para andar a pé, e era difícil para Morveren ir até a igreja. Mas ela foi ... arrastando-se!

Era o último hino, as pessoas estavam olhando para baixo ou para o coro e ninguém a viu. Mas ela viu-os e também viu Mathew. Ele era lindo com um anjo e cantava como uma harpa celestial.
Então, nas outras noites, ela ia até lá e fugia antes da última nota do hino, enquanto a maré ainda estava alta. Isso durante o período de um ano e cada vez mais a voz de Mathew crescia no coração dela. Mathew cresceu e sua voz ficou mais profunda e mais forte (embora Morveren permanecesse a mesma, porque assim era o jeito das sereias).


Um dia ela permaneceu mais que o habitual. Ouviu Mathew cantar um versículo, e depois outro, e começar um terceiro. Cada refrão foi mais adorável que o primeiro e ela suspirou. Foi apenas um pequeno suspiro, mais suave do que um murmúrio, mas foi o suficiente para Mathew ouvir, e ele olhou para trás e viu os olhos da sereia, Morveren brilhando. E a rede de sua cabeça escapou deixando ver seus cabelos brilhantes. Ele parou de cantar. Foi silenciado pelo olhar dela - e pelo seu amor por ela. Pois estas coisas acontecem. Morveren ficou assustada Mathew tinha-a visto , e seu pai tinha avisado que ninguém deveria olhar para ela.

Além disso, a igreja estava quente e seca, e o povo do mar deve estar em lugares frios e úmidos. Morveren sentiu-se encurralada, e correu.

“Pára!” implorou Mathew. “Espera!”
E ele correu para a gôndola da igreja e pela porta afora.
Então todo o povo virou, livros de hino caindo pelo chão. Morveren enrolou-se no seu vestido e teria caído se Mathew não tivesse a segurado.

“Fica!” ele implorou. “Quem quer que sejas, não vás!”

Lágrimas, lágrimas reais como o mar, salgadas como ela própria, escorriam pelas bochechas de Morveren.

“Eu não posso ficar. Eu sou uma criatura do mar, e tenho de voltar onde eu pertenço.”

Mathew encarou-a e viu a ponta de sua cauda aparecendo por baixo do vestido. Mas isso não lhe importava .

“Então vou contigo! Porque eu pertenço aonde tu estiveres!”

Ele levantou Morveren, e segurou-a contra o peito.
E correu com ela até o oceano.


As pessoas da igreja vendo isso gritaram para ele parar.

“Não! Não, Mathew!” chorou a mãe do garoto.
Mas Mathew foi enfeitiçado pelo amor da sereia, e correu com ela o mais rápido que pôde em direção ao mar.
Em seguida, os pescadores de Zennor o perseguiram, até mesmo a mãe de Mathew. Mas Mathew foi rápido e forte e se distanciou. Morveren foi rápida e inteligente. Ela arrancou as pérolas e os corais de seu vestido e jogou-os no caminho. Os pescadores foram gananciosos e pararam para pega-las. Apenas a mãe de Mateus continuou correndo. A maré estava baixando. Grandes rochas apareciam da água escura. Já era muito raso para Morveren nadar, mas Mathew mergulhou.
Rapidamente a mãe dele tentou segura-lo. O mar subiu até altura da cintura de Mathew, e depois, seus ombros. Em seguida, as águas se fecharam sobre Morveren e Mathew, e sua mãe ficou com apenas um pedaço de fio em sua mão, como uma linha de pesca e mais nada. Nunca mais ninguém viu Mathew e Morveren. Eles passaram a viver na terra de Llyr, construindo castelos na areia dourada muito abaixo das águas de um mundo azul-verde.

Mas o povo de Zennor ouvia Mathew.
Para ela, ele cantava dia e noite, canções de amor e canções de ninar. Mathew aprendeu canções do mar também. Sua voz ficava macia e alta se o dia fosse bom, profunda e baixa se Llyr fosse fazer as águas se revoltarem.

Com suas músicas, os pescadores de Zennor sabiam quando era seguro ir para o mar, e quando era sensato ficar em casa. Ainda há alguns que continuam a encontrar significados nas vozes das ondas e compreender os sussurros dos ventos. Estes são os que dizem que Mathew canta ainda, para aqueles que saibam ouvir.



09 março, 2013

Morgana fala...


Em vida, chamaram-me de muitas coisas: irmã, amante, sacerdotisa, maga, rainha. O mundo das fadas afasta-se cada vez mais daquele em que cristo predomina. Nada tenho contra o Cristo, apenas contra os seus sacerdotes, que chama a Grande Deusa de demônio e negam o seu poder no mundo. Alegam que, no máximo, esse seu poder foi o de Satã. Ou vestem-na com o manto azul da Senhora de Nazaré – que realmente foi poderosa, ao seu modo –, que, dizem, foi sempre virgem. Mas o que pode uma virgem saber das mágoas e labutas da humanidade?

E agora que este mundo está mudado e Arthur – meu irmão, meu amante, rei que foi e rei que será – está morto (o povo diz que ele dorme) na ilha sagrada de Avalon, é preciso contar as coisas antes que os sacerdotes do Cristo Branco espalhem por toda parte os seus santos e lendas.

Pois, como disse, o próprio mundo mudou.

Houve tempo em que um viajante se tivesse disposição e conhecesse apenas uns poucos segredos, poderia levar sua barca para fora, penetrar no mar do Verão e chegar não ao Glastonbury dos monges, mas à ilha sagrada de Avalon: isso porque, em tal época, os portões entre os mundos vagavam nas brumas, e estavam abertos, um após o outro, ao capricho e desejo dos viajantes. Esse é o grande segredo, conhecido de todos os homens cultos de nossa época: pelo pensamento criamos o mundo que nos cerca, novo a cada dia.

E agora os padres, acreditando que isso interfere no poder do seu Deus, que criou o mundo de uma vez por todas, para ser imutável, fecharam os portões (que nunca foram portões, exceto na mente dos homens), e os caminhos só levam à ilha dos padres, que eles protegeram com o som dos sinos de suas igrejas, afastando todos os pensamentos de um outro mundo que viva nas trevas. Na verdade, dizem eles, se aquele mundo algum dia existiu, era propriedade de Satã, e a porta do inferno, se não o próprio inferno. Não sei o que o Deus deles pode ter criado ou não. Apesar das historias contadas, nunca soube muito sobre seus padres e jamais usei o negro de uma de suas monjas-escravas. Se os cortesãos de Arthur em Camelot fizeram de mim este juízo, quando fui lá (pois sempre usei as roupas negras da Grande Mãe em seu disfarce de maga), não os desiludi.

E na verdade, ao final do reinado de Arthur, teria sido perigoso agir assim, e inclinei a cabeça à conveniência, como nunca teria feito a minha grande Senhora, Viviane, Senhora do Lago, que depois de mim foi a maior amiga de Arthur, para se transformar mais tarde em sua maior inimiga, também depois de mim.

A luta, porém, terminou. Pude finalmente saudar Arthur, em sua agonia, não como meu inimigo e o inimigo de minha Deusa, mas apenas como meu irmão, e como um homem que ia morrer e precisava da ajuda da mãe, para a qual todos os homens finalmente se voltam. Até mesmo os sacerdotes sabem disso, com sua Maria sempre-virgem em seu manto azul, pois ela, na hora da morte, também se transforma na Mãe do Mundo.

E assim, Arthur jazia enfim com a cabeça em meu colo, vendo-me não como irmã, amante ou inimiga, mas apenas como maga, sacerdotisa, Senhora do Lago; descansou, portanto no peito da Grande Mãe, de onde nasceu, e para quem, como todos os homens, tem a finalidade de voltar. E talvez – enquanto eu guiava a barca que o levava, desta vez não para a ilha dos padres, mas para a verdadeira ilha sagrada no mundo das trevas que fica além do nosso, para a ilha de Avalon, aonde, agora, poucos, além de mim, poderiam ir – ele estivesse arrependido da inimizade surgida entre nós.(...)

A verdade tem muitas faces e assemelha-se à velha estrada que conduz a Avalon: o lugar para onde o caminho nos levará depende da nossa própria vontade e de nossos pensamentos, e, talvez, no fim, chegaremos ou à sagrada ilha da eternidade, ou aos padres, com seus sinos, sua morte, seu Satã e Inferno e danação...Mas talvez eu seja injusta com eles. Até mesmo a Senhora do Lago, que odiava a batina do padre tanto quanto teria odiado a serpente venenosa, e com boas razões, censurou-me certa vez por falar mal do deus deles.

“Todos os deuses são um deus”, disse ela, então como já dissera muitas vezes antes, e como eu repeti para as minhas noviças inúmeras vezes, e como toda sacerdotisa, depois de mim, há de dizer novamente, “e todas as deusas são uma deusa, e há apenas um iniciador. E cada homem a sua verdade, e Deus com ela”.

Assim, talvez a verdade se situe em algum ponto entre o caminho para Glastonbury, a ilha dos padres, e o caminho de Avalon, perdido para sempre nas brumas do mar do Verão.

Mas esta é a minha verdade; eu, que sou Morgana, conto-vos estas coisas, Morgana que em tempos mais recentes foi chamada Morgana, a Fada.

Marion Zimmer Bradley, in As Brumas de Avalon

03 fevereiro, 2013

Vem Lilith!


É no brilho dos teus olhos
que reconheço a tua sombra, ou a minha...
É na ousadia com que ergues o queixo
que vislumbro a tua Coragem, ou a minha...
É no movimento do teu corpo, ondulante
que percorro o teu Caminho, ou o meu...
É com a tua energia mais recôndita e fria
que desço às profundezas do teu Ser, ou do meu...

Vem Lilith...
Vem Inanna, Ishtar, Isis...
Vem Hécate, Ereshkigal, Maat,
Todo o meu Ser desperta e anseia este reencontro.

Vem Lilith...
O desassossego recomeça...
enquanto me dispo para Ti!

- Isis de Sirius (Susana Duarte), 02/02/2013

26 janeiro, 2013

Eu sou a grande Mãe Universal



"Eu sou a terra, eu sou a vida.

Do meu barro primeiro veio o homem.

De mim veio a mulher e veio o amor.

Veio a árvore, veio a fonte.

Vem o fruto e vem a flor.




Eu sou a fonte original de toda vida.

Sou o chão que se prende à tua casa.

Sou a telha da coberta de teu lar.

A mina constante de teu poço.

Sou a espiga generosa de teu gado

e certeza tranqüila ao teu esforço.

Sou a razão de tua vida.

De mim vieste pela mão do Criador,

e a mim tu voltarás no fim da lida.

Só em mim acharás descanso e Paz.




Eu sou a grande Mãe Universal.

Tua filha, tua noiva e desposada.

A mulher e o ventre que fecundas.

Sou a gleba, a gestação, eu sou o amor..."

- Cora Coralina